252 a 66 Ma

Linha do Tempo

Os dinossauros dominavam a terra, mas o Mesozoico era muito mais que isso. Nos mares, répteis gigantes competiam com tubarões sofisticados. Nos céus, pterossauros cobriam envergaduras maiores que aviões pequenos. E nas margens, os ancestrais dos mamíferos esperavam sua vez.

Triássico · 252–201 Ma
Jurássico · 201–145 Ma
Cretáceo · 145–66 Ma
252 Ma230 Ma201 Ma175 Ma145 Ma110 Ma66 Ma
Hybodus tubarão mesozoico
Cretoxyrhina tubarão-gim do Cretáceo
Squalicorax tubarão carniceiro
Ictiossauros répteis tipo-golfinho
Plesiosauros pescoço longo
Pliosauros cabeça gigante
Mosassauros lagartos marinhos
Rauissuquideos predadores top Triássico
Fitossauros analogos dos crocodilos
Pterossauros répteis voadores
Crocodiliformes terrestres e marinhos
Dicinodontes herbívoros com presas
Mamíferos mesozoicos pequenos, na sombra
🌋
🌋
🌋
🌋
🌋
🌋
🌋
Tubarões
Répteis marinhos
Arcossauros terrestres
Sinapsídeos / mamíferos
Faixa escura = extinção
Extinção em massa
🌋 Vulcanismo
Impacto de meteoro

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252 a 201 Ma
Triássico
9 grupos · 5 eventos

Origem dos dinossauros. Pangeia unida, clima seco e quente. Os predadores de topo eram rauissuquídeos, não terópodes. O período começa com a maior extinção da história e termina com a segunda maior.

Eventos geológicos

🌋
Armadilhas Siberianas
252 Ma · Vulcanismo (LIP)
+

O maior evento vulcânico da história da Terra. A Large Igneous Province (LIP) da Sibéria cobriu mais de 7 milhões de km² de basalto em menos de 1 Ma. As erupções liberaram quantidades colossais de CO2, SO2 e compostos halogenados, além de metano liberado de reservatórios de clatratos desestabilizados pelo aquecimento.

Correlação com evento próximo

Armadilhas Siberianas + Extinção Permo-Triássica

As Armadilhas Siberianas são o agente causal da extinção Permo-Triássica, a maior da história da Terra. A correspondência temporal é praticamente exata: geocronologia U-Pb de alta precisão (Burgess et al., 2014; 2017) mostra que o início das erupções coincide com o começo do colapso biológico. O resultado foi um aquecimento de 8 a 10°C nos trópicos, acidificação oceânica severa, destruição da camada de ozônio e anoxia marinha generalizada. A recuperação dos ecossistemas levou entre 5 e 10 Ma.

Extinção Permo-Triássica
252 Ma · Extinção em massa
+

A maior extinção da história da Terra: ~96% das espécies marinhas e ~70% dos vertebrados terrestres eliminados. Causada pelo vulcanismo catastrófico das Armadilhas Siberianas, que liberou CO2, SO2 e metano por ~1 Ma. Temperaturas oceânicas tropicais podem ter passado de 40°C. Ecossistemas levaram 5 a 10 Ma para se recuperar. Criou o vácuo ecológico que permitiu a ascensão dos arcossauros e, depois, dos dinossauros.

Correlação com evento próximo

Armadilhas Siberianas + Extinção Permo-Triássica

As Armadilhas Siberianas são o agente causal da extinção Permo-Triássica, a maior da história da Terra. A correspondência temporal é praticamente exata: geocronologia U-Pb de alta precisão (Burgess et al., 2014; 2017) mostra que o início das erupções coincide com o começo do colapso biológico. O resultado foi um aquecimento de 8 a 10°C nos trópicos, acidificação oceânica severa, destruição da camada de ozônio e anoxia marinha generalizada. A recuperação dos ecossistemas levou entre 5 e 10 Ma.

🌋
Episódio Pluvial Carniano
234 a 232 Ma · Vulcanismo / Clima
+

Megaestação de chuvas globais que durou ~2 Ma, ligada ao vulcanismo da Província de Wrangellia. Mudou radicalmente os ecossistemas terrestres: florestas de coníferas substituíram a vegetação árida. Acelerou a diversificação dos dinossauros, que começaram a ocupar novos nichos abertos pela mudança climática.

🌋
Vulcanismo CAMP
201 Ma · Vulcanismo
+

Província Magmática do Atlântico Central: o maior evento de basaltos de inundação do Mesozoico em área (>11 milhões de km²). As erupções injetaram quantidades massivas de CO2 na atmosfera, causando aquecimento global e acidificação oceânica. Gatilho direto da extinção do final do Triássico.

Correlação com evento próximo

CAMP + Extinção Triássico-Jurássico

O vulcanismo CAMP é o agente causal da extinção do Triássico-Jurássico. As erupções da Província Magmática do Atlântico Central começaram poucos milhares de anos antes do pico de extinção, e a correspondência temporal entre os pulsos vulcânicos e os colapsos de biodiversidade é praticamente exata no registro geológico.

Extinção Triássico-Jurássico
201 Ma · Extinção em massa
+

Eliminação de ~76% das espécies. Nos continentes, rauissuquídeos, fitossauros, rincossauros e dicinodontes foram extintos, junto com muitos tetrápodes não-dinossaurianos. Evento relativamente rápido (<10.000 anos). Abriu espaço para os dinossauros se tornarem os vertebrados terrestres dominantes no Jurássico.

Correlação com evento próximo

CAMP + Extinção Triássico-Jurássico

O vulcanismo CAMP é o agente causal da extinção do Triássico-Jurássico. As erupções da Província Magmática do Atlântico Central começaram poucos milhares de anos antes do pico de extinção, e a correspondência temporal entre os pulsos vulcânicos e os colapsos de biodiversidade é praticamente exata no registro geológico.

Grupos deste período

Hybodus
tubarão mesozoico
252–66 Ma
Hybodus

O tubarão mais bem-sucedido do Mesozoico. Tinha dois tipos de dentes: pontiagudos para peixes e achatados para crustáceos, versatilidade rara. Chegava a ~2,5m. Conviveu com ictiossauros, plesiosauros e mosassauros. Foi substituido progressivamente pelos tubarões modernos (Lamniformes) no Cretáceo e extinto no K-Pg.

Dicinodontes † Tri-Jur
herbívoros com presas
252–201 Ma
Dicinodontes

Sinapsídeos com bico córneo e presas. O Lystrosaurus dominou o início do Triássico após sobreviver ao Permiano. O Placerias (porte de hipopótamo) foi um dos últimos; conviveu brevemente com os primeiros dinossauros na América do Norte antes de desaparecer na extinção do fim do Triássico.

Ictiossauros
répteis tipo-golfinho
250–90 Ma
Ictiossauros

Surgiram no Triássico, dominaram os mares jurássicos e declinaram no Cretáceo. Convergência extraordinária com golfinhos e tubarões, mas eram répteis que davam a luz filhotes vivos no mar. Shonisaurus (Triássico) chegava a 21m. Ophthalmosaurus (Jurássico) tinha os maiores olhos proporcionais de qualquer vertebrado conhecido, provavelmente caçava em águas profundas e escuras.

Rauissuquideos † Tri-Jur
predadores top Triássico
247–201 Ma
Rauissuquideos

Enquanto os dinossauros engatinhavam, os rauissuquídeos eram os predadores de topo. Saurosuchus (7m, Argentina), Postosuchus (6m, América do Norte), Fasolasuchus (8-10m, o maior de todos). Postura ereta, dentes serrilhados, crânio convergente com os terópodes. Extintos na virada Triássico-Jurássico; sua extinção é o que abriu espaço para os grandes terópodes.

Fitossauros † Tri-Jur
analogos dos crocodilos
245–201 Ma
Fitossauros

Convergencia perfeita com os crocodilos atuais, mas sem parentesco próximo. Ocupavam rios e lagos, emboscavam presas na margem. Diferença-chave: narinas quase entre os olhos (nos crocodilos ficam na ponta do focinho). Extintos junto com os rauissuquídeos no fim do Triássico.

Crocodiliformes
terrestres e marinhos
240–66 Ma
Crocodiliformes

No Mesozoico eram muito mais diversos que hoje. Terrestres bipedes no Triássico. Formas marinhas pelágicas no Jurássico/Cretáceo: Dakosaurus (crânio de terópode, dentes serrilhados, nadava em mar aberto), Geosaurus (cauda bifurcada como tubarão, sem armadura). Os crocodilos semi-aquáticos que conhecemos hoje são apenas o que sobrou.

Pterossauros
répteis voadores
228–66 Ma
Pterossauros

Não eram dinossauros, eram o grupo-irmão deles. Tinham pelo (pycnofibers), eram provavelmente endotérmicos. Eudimorphodon (Triássico) já era voador sofisticado. Quetzalcoatlus northropi (Cretáceo) tinha 10-11m de envergadura e 2,5m de altura em terra, o maior animal voador de todos os tempos. Extintos no K-Pg.

Mamíferos mesozoicos
pequenos, na sombra
225–66 Ma
Mamíferos mesozoicos

Pequenos, provavelmente noturnos, vivendo nas margens. Mas havia diversidade real: Castorocauda (semi-aquático, 164 Ma, tamanho de castor), Volaticotherium (planador, 160 Ma), Repenomamus robustus (fóssil encontrado com filhote de dinossauro no estômago). A extinção K-Pg liberou todos os nichos ecológicos de uma vez.

Plesiosauros
pescoço longo
203–66 Ma
Plesiosauros

Elasmosaurus tinha ~14m de pescoço com 72 vértebras cervicais, mais da metade do comprimento total do animal. Nadavam com quatro grandes nadadeiras numa espécie de "voo subaquático". Provavelmente capturavam peixes individuais com golpes rápidos de pescoço. Extintos no K-Pg.

201 a 145 Ma
Jurássico
10 grupos · 1 eventos

A era dos gigantes. Saurópodes dominam as paisagens, surgem os primeiros grandes terópodes, pterossauros diversificam. Pangeia começa a se fragmentar e os oceanos se enchem de ictiossauros, plesiosauros e pliosauros.

Eventos geológicos

🌋
Vulcanismo Karoo-Ferrar
183 Ma · Vulcanismo
+

Erupções no sul da Gondwana (África do Sul e Antártica) liberaram enormes quantidades de CO2. Causou o Evento Anóxico Oceânico Toarciano (OAE-T): anoxia generalizada nos oceanos, extinção de ~25% das famílias marinhas. Bivalves e braquiópodes foram particularmente afetados.

Grupos deste período

Hybodus
tubarão mesozoico
252–66 Ma
Hybodus

O tubarão mais bem-sucedido do Mesozoico. Tinha dois tipos de dentes: pontiagudos para peixes e achatados para crustáceos, versatilidade rara. Chegava a ~2,5m. Conviveu com ictiossauros, plesiosauros e mosassauros. Foi substituido progressivamente pelos tubarões modernos (Lamniformes) no Cretáceo e extinto no K-Pg.

Dicinodontes
herbívoros com presas
252–201 Ma
Dicinodontes

Sinapsídeos com bico córneo e presas. O Lystrosaurus dominou o início do Triássico após sobreviver ao Permiano. O Placerias (porte de hipopótamo) foi um dos últimos; conviveu brevemente com os primeiros dinossauros na América do Norte antes de desaparecer na extinção do fim do Triássico.

Ictiossauros
répteis tipo-golfinho
250–90 Ma
Ictiossauros

Surgiram no Triássico, dominaram os mares jurássicos e declinaram no Cretáceo. Convergência extraordinária com golfinhos e tubarões, mas eram répteis que davam a luz filhotes vivos no mar. Shonisaurus (Triássico) chegava a 21m. Ophthalmosaurus (Jurássico) tinha os maiores olhos proporcionais de qualquer vertebrado conhecido, provavelmente caçava em águas profundas e escuras.

Rauissuquideos
predadores top Triássico
247–201 Ma
Rauissuquideos

Enquanto os dinossauros engatinhavam, os rauissuquídeos eram os predadores de topo. Saurosuchus (7m, Argentina), Postosuchus (6m, América do Norte), Fasolasuchus (8-10m, o maior de todos). Postura ereta, dentes serrilhados, crânio convergente com os terópodes. Extintos na virada Triássico-Jurássico; sua extinção é o que abriu espaço para os grandes terópodes.

Fitossauros
analogos dos crocodilos
245–201 Ma
Fitossauros

Convergencia perfeita com os crocodilos atuais, mas sem parentesco próximo. Ocupavam rios e lagos, emboscavam presas na margem. Diferença-chave: narinas quase entre os olhos (nos crocodilos ficam na ponta do focinho). Extintos junto com os rauissuquídeos no fim do Triássico.

Crocodiliformes
terrestres e marinhos
240–66 Ma
Crocodiliformes

No Mesozoico eram muito mais diversos que hoje. Terrestres bipedes no Triássico. Formas marinhas pelágicas no Jurássico/Cretáceo: Dakosaurus (crânio de terópode, dentes serrilhados, nadava em mar aberto), Geosaurus (cauda bifurcada como tubarão, sem armadura). Os crocodilos semi-aquáticos que conhecemos hoje são apenas o que sobrou.

Pterossauros
répteis voadores
228–66 Ma
Pterossauros

Não eram dinossauros, eram o grupo-irmão deles. Tinham pelo (pycnofibers), eram provavelmente endotérmicos. Eudimorphodon (Triássico) já era voador sofisticado. Quetzalcoatlus northropi (Cretáceo) tinha 10-11m de envergadura e 2,5m de altura em terra, o maior animal voador de todos os tempos. Extintos no K-Pg.

Mamíferos mesozoicos
pequenos, na sombra
225–66 Ma
Mamíferos mesozoicos

Pequenos, provavelmente noturnos, vivendo nas margens. Mas havia diversidade real: Castorocauda (semi-aquático, 164 Ma, tamanho de castor), Volaticotherium (planador, 160 Ma), Repenomamus robustus (fóssil encontrado com filhote de dinossauro no estômago). A extinção K-Pg liberou todos os nichos ecológicos de uma vez.

Plesiosauros
pescoço longo
203–66 Ma
Plesiosauros

Elasmosaurus tinha ~14m de pescoço com 72 vértebras cervicais, mais da metade do comprimento total do animal. Nadavam com quatro grandes nadadeiras numa espécie de "voo subaquático". Provavelmente capturavam peixes individuais com golpes rápidos de pescoço. Extintos no K-Pg.

Pliosauros
cabeça gigante
200–90 Ma
Pliosauros

Grupo-irmão dos plesiosauros, mas com pescoço curto e cabeça enorme. Kronosaurus (Cretáceo, Austrália) tinha crânio de 2,7m. Predador X (Jurássico, Noruega) pode ter chegado a 15m. Liopleurodon provavelmente tinha ~6-7m reais (documentários exageram). Predadores de topo nos oceanos jurássicos.

145 a 66 Ma
Cretáceo
10 grupos · 5 eventos

T. rex, tricerátops, mosassauros, pterossauros gigantes. Continentes quase nas posições atuais. A era termina em impacto de Chicxulub (66 Ma) e vulcanismo do Deccan, fechando o Mesozoico.

Eventos geológicos

🌋
LIP Paraná-Etendeka
135 a 132 Ma · Vulcanismo (LIP)
+

A Província Ígnea de Grande Volume Paraná-Etendeka é o maior evento de basaltos de inundação do Cretáceo. No Brasil, os derrames formam a Formação Serra Geral, que cobre mais de 1,2 milhão de km² no sul e sudeste do país. O vulcanismo coincide com o início da abertura do Atlântico Sul.

🌋
Evento Anóxico OAE-2
94 Ma · Vulcanismo / Anoxia
+

Vulcanismo submarino massivo (plateau oceânico do Caribe) causou anoxia global nos oceanos. Coincide com o desaparecimento final dos ictiossauros e declínio de vários grupos de plesiosauros. Temperaturas oceânicas subiram significativamente. Um dos eventos mais severos do Cretáceo.

🌋
Armadilhas do Deccan
68 a 65 Ma · Vulcanismo
+

Erupções na Índia por ~3 Ma, cobrindo 500.000 km² de basalto. Liberação prolongada de CO2 e SO2 já havia estressado ecossistemas antes do impacto de Chicxulub.

Correlação com evento próximo

Deccan + Chicxulub

O Deccan funcionou como um estresse crônico: aquecimento de 2 a 3°C e acidificação oceânica gradual que fragilizou ecossistemas. Chicxulub foi o golpe decisivo. Estudos de Hull et al. (2020) na Science concluíram que o aquecimento do Deccan havia se estabilizado antes do impacto, e o colapso biológico coincide exclusivamente com Chicxulub.

Impacto de Chicxulub
66 Ma · Impacto de asteroide
+

Asteroide de ~10 km de diâmetro atinge a península de Yucatán (México). Energia equivalente a 10 bilhões de bombas de Hiroshima. Tsunami global, incêndios continentais, inverno de impacto (poeira e aerossóis bloquearam a luz solar por meses). Extinção K-Pg: ~75% de todas as espécies, incluindo todos os dinossauros não-avianos, pterossauros, mosassauros e ammonites.

Correlação com evento próximo

Deccan + Chicxulub

O Deccan funcionou como um estresse crônico: aquecimento de 2 a 3°C e acidificação oceânica gradual que fragilizou ecossistemas. Chicxulub foi o golpe decisivo. Estudos de Hull et al. (2020) na Science concluíram que o aquecimento do Deccan havia se estabilizado antes do impacto, e o colapso biológico coincide exclusivamente com Chicxulub.

Extinção K-Pg
66 Ma · Extinção em massa
+

O limite Cretáceo-Paleogeno (K-Pg) marca o fim do Mesozoico e o início do Cenozoico. Em consequência do impacto de Chicxulub e do vulcanismo do Deccan, ~75% das espécies foram extintas: todos os dinossauros não-avianos, pterossauros, mosassauros, plesiosauros, ammonites e rudistas.

Correlação com evento próximo

Deccan + Chicxulub

O Deccan funcionou como um estresse crônico: aquecimento de 2 a 3°C e acidificação oceânica gradual que fragilizou ecossistemas. Chicxulub foi o golpe decisivo. Estudos de Hull et al. (2020) na Science concluíram que o aquecimento do Deccan havia se estabilizado antes do impacto, e o colapso biológico coincide exclusivamente com Chicxulub.

Grupos deste período

Hybodus † K-Pg
tubarão mesozoico
252–66 Ma
Hybodus

O tubarão mais bem-sucedido do Mesozoico. Tinha dois tipos de dentes: pontiagudos para peixes e achatados para crustáceos, versatilidade rara. Chegava a ~2,5m. Conviveu com ictiossauros, plesiosauros e mosassauros. Foi substituido progressivamente pelos tubarões modernos (Lamniformes) no Cretáceo e extinto no K-Pg.

Ictiossauros † 90 Ma
répteis tipo-golfinho
250–90 Ma
Ictiossauros

Surgiram no Triássico, dominaram os mares jurássicos e declinaram no Cretáceo. Convergência extraordinária com golfinhos e tubarões, mas eram répteis que davam a luz filhotes vivos no mar. Shonisaurus (Triássico) chegava a 21m. Ophthalmosaurus (Jurássico) tinha os maiores olhos proporcionais de qualquer vertebrado conhecido, provavelmente caçava em águas profundas e escuras.

Crocodiliformes
terrestres e marinhos
240–66 Ma
Crocodiliformes

No Mesozoico eram muito mais diversos que hoje. Terrestres bipedes no Triássico. Formas marinhas pelágicas no Jurássico/Cretáceo: Dakosaurus (crânio de terópode, dentes serrilhados, nadava em mar aberto), Geosaurus (cauda bifurcada como tubarão, sem armadura). Os crocodilos semi-aquáticos que conhecemos hoje são apenas o que sobrou.

Pterossauros † K-Pg
répteis voadores
228–66 Ma
Pterossauros

Não eram dinossauros, eram o grupo-irmão deles. Tinham pelo (pycnofibers), eram provavelmente endotérmicos. Eudimorphodon (Triássico) já era voador sofisticado. Quetzalcoatlus northropi (Cretáceo) tinha 10-11m de envergadura e 2,5m de altura em terra, o maior animal voador de todos os tempos. Extintos no K-Pg.

Mamíferos mesozoicos
pequenos, na sombra
225–66 Ma
Mamíferos mesozoicos

Pequenos, provavelmente noturnos, vivendo nas margens. Mas havia diversidade real: Castorocauda (semi-aquático, 164 Ma, tamanho de castor), Volaticotherium (planador, 160 Ma), Repenomamus robustus (fóssil encontrado com filhote de dinossauro no estômago). A extinção K-Pg liberou todos os nichos ecológicos de uma vez.

Plesiosauros † K-Pg
pescoço longo
203–66 Ma
Plesiosauros

Elasmosaurus tinha ~14m de pescoço com 72 vértebras cervicais, mais da metade do comprimento total do animal. Nadavam com quatro grandes nadadeiras numa espécie de "voo subaquático". Provavelmente capturavam peixes individuais com golpes rápidos de pescoço. Extintos no K-Pg.

Pliosauros † 90 Ma
cabeça gigante
200–90 Ma
Pliosauros

Grupo-irmão dos plesiosauros, mas com pescoço curto e cabeça enorme. Kronosaurus (Cretáceo, Austrália) tinha crânio de 2,7m. Predador X (Jurássico, Noruega) pode ter chegado a 15m. Liopleurodon provavelmente tinha ~6-7m reais (documentários exageram). Predadores de topo nos oceanos jurássicos.

Cretoxyrhina † 72 Ma
tubarão-gim do Cretáceo
100–72 Ma
Cretoxyrhina

Um dos maiores tubarões do Cretáceo, chegando a ~7 metros. Dentes lisos sem serrilhados, alta velocidade, morfologia similar ao tubarão-branco atual. Fósseis mostram vértebras de mosassauros com marcas de seus dentes, e um Pteranodon dentro de seu estômago. Competiu e perdeu espaço para os mosassauros em expansão.

Squalicorax † K-Pg
tubarão carniceiro
100–66 Ma
Squalicorax

Tubarão de ~5m com dentes fortemente serrilhados, parecidos com os do tubarão-tigre atual. Evidências fósseis mostram que se alimentava de carcaças de dinossauros que caíam em rios e mares. Adaptado para rasgar carne dura e osso, nicho de carniceiro de alto mar que nenhum outro ocupava.

Mosassauros † K-Pg
lagartos marinhos
98–66 Ma
Mosassauros

Parentes de monitores e cobras, não de crocodilos. Surgiram ~98 Ma e em pouquíssimo tempo geológico dominaram todos os oceanos. Mosasaurus chegava a 17m. Tylosaurus caçava tubarões, outros mosassauros, plesiosauros e aves marinhas. Prognathodon especializou-se em moluscos com concha. Extintos no K-Pg sem deixar descendentes.