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Pinacosaurus grangeri
Cretáceo Herbívoro

Pinacossauro

Pinacosaurus grangeri

"Lagarto com pranchas de Granger"

Período
Cretáceo · Campaniano (Cretáceo Superior)
Viveu
80–75 Ma
Comprimento
até 5 m
Peso estimado
1.9 t
País de origem
Mongólia
Descrito em
1933 por Charles Whitney Gilmore

Pinacosaurus grangeri é um anquilossaurídeo de médio porte do Cretáceo Superior (Campaniano, cerca de 80 a 75 milhões de anos atrás) da Formação Djadokhta na Mongólia e da Formação Bayan Mandahu na Mongólia Interior, China, com registros mais antigos na Formação Alagteeg. Foi descrito por Charles W. Gilmore em 1933 com base no holótipo AMNH 6523, coletado em 1923 em Shabarakh Usu (hoje Bayn Dzak, 'Flaming Cliffs') pelo paleontólogo Walter Granger durante as Central Asiatic Expeditions lideradas por Roy Chapman Andrews. Atingia cerca de 5 metros de comprimento e 1,9 tonelada de massa corporal. O crânio era baixo e largo, com um bico desdentado, chifres esquamosais pouco desenvolvidos, quatro chifres occipitais piramidais e uma série de aberturas narinais acessórias que perfuram a pré-maxila, característica diagnóstica do gênero. O corpo era coberto por osteodermos poligonais quilhados, com dois anéis cervicais protegendo o pescoço e uma cauda terminando em clava óssea. O gênero contém duas espécies válidas: P. grangeri (Mongólia e China) e P. mephistocephalus (Godefroit et al., 1999), distinguida pelos chifres esquamosais 'diabólicos' que se projetam muito além do teto craniano. Pinacosaurus é conhecido sobretudo pelos extraordinários leitos de ossos juvenis de Alag Teeg (Mongólia) e Bayan Mandahu (China), com aproximadamente 100 esqueletos imaturos parcialmente articulados preservados juntos, evidência direta de comportamento gregário em ancilossauros jovens. Em 2023, Yoshida, Kobayashi e Norell descreveram em Communications Biology o primeiro aparelho laríngeo preservado em um dinossauro não aviário, também de Pinacosaurus, sugerindo vocalização semelhante à de aves.

Formação Djadokhta, Campaniano (cerca de 80 a 75 Ma), Bacia Ulan Nuur, sul da Mongólia. A unidade aflora em icônicos arenitos alaranjados nas 'Flaming Cliffs' de Bayn Dzak (Bayanzag), em Tugrikin Shireh, Ukhaa Tolgod, Udyn Sayr e Zamyn Khondt. Foi documentada pela primeira vez pelas Central Asiatic Expeditions do AMNH (1922-1925), lideradas por Roy Chapman Andrews, com Walter Granger como paleontólogo-chefe. O ambiente deposicional era um campo de dunas eólicas com interdigitações de sedimentos fluviais efêmeros e lagos rasos, sob clima semi-árido. A fauna acompanhante inclui Protoceratops andrewsi (abundante), Velociraptor mongoliensis, Citipati osmolskae, Oviraptor philoceratops, Khaan mckennai e os mamíferos multituberculados Kryptobaatar. A Formação Alagteeg (levemente mais antiga) aflora em Alag Teeg, com litofácies fluvio-lacustre. A Formação Bayan Mandahu é o equivalente chinês da Djadokhta, na Mongólia Interior. Todas as três formações contêm Pinacosaurus grangeri.

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Habitat

Ambientes desérticos e semi-áridos do Cretáceo Superior da Ásia Central. A Formação Djadokhta preserva campos de dunas eólicas com intercalações de depósitos fluviais efêmeros e lagos rasos sazonais. A Formação Alagteeg, levemente mais antiga, representa um sistema fluvial entrelaçado com planícies de inundação e poças efêmeras, sob clima subúmido. A vegetação era dominada por coníferas (Frenelopsis), cicadáceas e pequenas fanerógamas primitivas. As famosas 'Flaming Cliffs' exibem arenitos alaranjados que registram tempestades de areia recorrentes, responsáveis pelos soterramentos em vida de grupos de juvenis de Pinacosaurus e Protoceratops.

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Alimentação

Herbívoro estrito, de baixo porte, com a cabeça próxima ao solo. O bico desdentado amplo e os pequenos dentes foliformes na região posterior do dentário sugerem pastagem seletiva em vegetação rasteira. Analogias com outros ancilossaurídeos indicam dieta de samambaias, coníferas jovens e folhagem de baixa estatura. O palato largo e a cavidade nasal complexa, com múltiplas aberturas acessórias, podem ter funcionado como câmaras de condicionamento do ar inspirado, útil em ambientes secos.

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Comportamento e sentidos

Comportamento gregário confirmado em juvenis: os bonebeds de Alag Teeg (cerca de 100 indivíduos) e Bayan Mandahu (pelo menos 12) preservam grupos inteiros parcialmente articulados, muitos em orientação semelhante, consistente com tropas soterradas por tempestades de areia ou inundações rápidas (Currie et al. 2011; Hone et al. 2014). A predação sobre adultos plenamente armados com clava caudal séria difícil mesmo para grandes terópodes do Gobi como Tarbosaurus; a clava caudal constituía defesa ativa. Em 2023, Yoshida et al. forneceram a primeira evidência direta de vocalização por meio do aparelho laríngeo preservado, com estruturas análogas a modificadores vocais de aves.

Fisiologia e crescimento

Ancilossaurídeo de médio porte (cerca de 5 m de comprimento, 1,9 tonelada). A histologia óssea de juvenis revela crescimento rápido na fase imatura, consistente com estratégia de maturação acelerada. O grande número de juvenis preservados, um dos maiores do registro fóssil, sugere alta mortalidade em estágios precoces, provavelmente relacionada a eventos catastróficos recorrentes no ambiente desértico do Gobi. A laringe de IGM 100/3186 mostra capacidade de vocalização comparável à de arcossauros modernos (Yoshida et al. 2023).

Configuração continental

Mapa paleogeográfico do Cretáceo (~90 Ma)

Ron Blakey · CC BY 3.0 · Cretáceo, ~90 Ma

Durante o Campaniano (Cretáceo Superior) (~80–75 Ma), Pinacosaurus grangeri habitava a Laramídia, a metade ocidental do que hoje é a América do Norte, separada pelo Mar Interior do Oeste (Western Interior Seaway), um mar raso que dividia o continente ao meio. Os continentes estavam em posições muito diferentes das atuais: a Índia viajava em direção à Ásia, a Antártida ainda estava conectada à Austrália, e a América do Sul era uma ilha separada.

Completude estimada 95%

Pinacosaurus é um dos anquilossaurídeos mais bem conhecidos do mundo. O holótipo AMNH 6523 consiste em crânio quase completo, mandíbula, atlas, axis e osteodermos. A riqueza real, porém, vem dos bonebeds de juvenis: Alag Teeg (Mongólia) rendeu cerca de 30 esqueletos coletados pelas expedições soviético-mongólicas (1969-1971) e 70 adicionais pelas expedições Canada-China, mongólicas-japonesas e polonesas entre 1993 e 2006, totalizando aproximadamente 100 esqueletos imaturos; Bayan Mandahu (Mongólia Interior) rendeu pelo menos 12 esqueletos juvenis e múltiplos adultos pelo Canada-China Dinosaur Project entre 1987 e 1990. Em 2003, Hill, Witmer e Norell descreveram um novo crânio juvenil (IGM 100/1014) de Ukhaa Tolgod. Em 2023, um aparelho laríngeo preservado em IGM 100/3186 forneceu a primeira evidência direta de vocalização em um dinossauro não aviário.

Encontrado (7)
Inferido (4)
Esqueleto de dinossauro — thyreophoran
Wikimedia Commons (esqueleto montado de Pinacosaurus grangeri) CC BY-SA (Wikimedia Commons)

Estruturas encontradas

crânio holótipo (AMNH 6523) com mandíbula, atlas, axis e osteodermos associadoscentenas de esqueletos juvenis parcialmente articulados de Alag Teeg, Bayan Mandahu e Ukhaa Tolgodesqueletos adultos referidos com anéis cervicais completos, carapaça dorsal e clava caudalmão completa (fórmula falangeana manus 2-3-3-3-2) e pé com fórmula X-3-3/4-3/4-Xaparelho laríngeo (hioide, cricoide, aritenoide) do espécime IGM 100/3186, o primeiro descrito em um dinossauro não aviáriocrânio juvenil IGM 100/1014 de Ukhaa Tolgod com suturas ainda visíveismaterial polonês ZPAL MgD-I/113 coletado entre 1964 e 1971

Estruturas inferidas

histologia óssea e padrões de crescimento baseados em centenas de juvenismusculatura mandibular e palatina inferidas de crânios bem preservadosestimativas de massa por escalamento com outros anquilossaurídeos bem preservadoscobertura completa da pele e disposição fina dos osteodermos nos flancos

15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.

1933

Two new dinosaurian reptiles from Mongolia with notes on some fragmentary specimens

Gilmore, C.W. · American Museum Novitates, 679: 1-20

Descrição original do gênero e da espécie Pinacosaurus grangeri com base no holótipo AMNH 6523 (crânio dorsoventralmente comprimido, mandíbula, atlas, axis e osteodermos) coletado por Walter Granger em 1923 na Formação Djadokhta em Shabarakh Usu (Flaming Cliffs), Mongólia. Gilmore identificou a combinação diagnóstica de chifres esquamosais piramidais, grande seio pré-maxilar, quadrado não co-ossificado com o processo paroccipital e múltiplas aberturas narinais acessórias.

Desenho de linha do holótipo AMNH 6523, o crânio quase completo descrito por Gilmore em 1933, com os chifres esquamosais piramidais e as aberturas narinais acessórias.

Desenho de linha do holótipo AMNH 6523, o crânio quase completo descrito por Gilmore em 1933, com os chifres esquamosais piramidais e as aberturas narinais acessórias.

Esqueleto montado de Pinacosaurus em exposição no Hong Kong Science Museum, usado como referência visual para o plano corporal descrito por Gilmore (1933).

Esqueleto montado de Pinacosaurus em exposição no Hong Kong Science Museum, usado como referência visual para o plano corporal descrito por Gilmore (1933).

1971

New data on the skull of Pinacosaurus grangeri (Ankylosauria)

Maryanska, T. · Palaeontologia Polonica, 25: 45-53

Primeira redescrição pós-Gilmore do crânio de Pinacosaurus grangeri, baseada em material coletado pelas expedições polaco-mongólicas lideradas por Zofia Kielan-Jaworowska entre 1963 e 1971. Maryanska esclarece a estrutura do teto craniano, dos chifres esquamosais e occipitais e da região narial, oferecendo a primeira visão detalhada de um crânio adulto não comprimido.

Crânio adulto de Pinacosaurus grangeri do material polonês (ZPAL, Varsóvia) redescrito por Maryanska (1971), em vista dorsal mostrando os osteodermos cranianos fundidos.

Crânio adulto de Pinacosaurus grangeri do material polonês (ZPAL, Varsóvia) redescrito por Maryanska (1971), em vista dorsal mostrando os osteodermos cranianos fundidos.

Esqueleto montado de Pinacosaurus grangeri com o plano corporal completo, referência comparativa para a redescrição craniana de Maryanska (1971).

Esqueleto montado de Pinacosaurus grangeri com o plano corporal completo, referência comparativa para a redescrição craniana de Maryanska (1971).

1977

Ankylosauridae (Dinosauria) from Mongolia

Maryanska, T. · Palaeontologia Polonica, 37: 85-151

Monografia de referência sobre a família Ankylosauridae a partir do material mongol coletado pelas expedições polaco-mongólicas. Maryanska descreve sistematicamente Pinacosaurus grangeri (incluindo o material adulto ZPAL MgD-I/113 e subadultos), estabelece Saichania chulsanensis e Tarchia gigantea, e propõe o arranjo taxonômico interno da família que dominou por décadas.

Reconstrução de Pinacosaurus em pose de descanso, típica dos juvenis dos bonebeds discutidos no contexto taxonômico de Maryanska (1977).

Reconstrução de Pinacosaurus em pose de descanso, típica dos juvenis dos bonebeds discutidos no contexto taxonômico de Maryanska (1977).

Saichania chulsanensis, gênero-irmão mongol de Pinacosaurus estabelecido na mesma monografia de Maryanska (1977), referência comparativa do clado asiático.

Saichania chulsanensis, gênero-irmão mongol de Pinacosaurus estabelecido na mesma monografia de Maryanska (1977), referência comparativa do clado asiático.

1999

A new species of the ankylosaurid dinosaur Pinacosaurus from the Late Cretaceous of Inner Mongolia (P.R. China)

Godefroit, P., Pereda-Suberbiola, X., Li, H. e Dong, Z. · Bulletin de l'Institut Royal des Sciences Naturelles de Belgique, Sciences de la Terre, 69-suppl. B: 17-36

Descrição de Pinacosaurus mephistocephalus a partir do holótipo IMM 96BM3/1, um esqueleto articulado quase completo da Formação Bayan Mandahu, Mongólia Interior. O nome específico combina 'Mephistopheles' e o grego kephalé ('cabeça'), em referência aos chifres esquamosais em forma de chifres do diabo que se projetam muito além da parte posterior do teto craniano. Os autores separam a espécie de P. grangeri por detalhes da região narial, do lacrimal e da crista deltopeitoral.

Crânio e chifres esquamosais de Pinacosaurus mephistocephalus (holótipo IMM 96BM3/1), segunda espécie válida do gênero descrita por Godefroit et al. (1999).

Crânio e chifres esquamosais de Pinacosaurus mephistocephalus (holótipo IMM 96BM3/1), segunda espécie válida do gênero descrita por Godefroit et al. (1999).

Elementos dos membros de Pinacosaurus em vistas comparativas, referência anatômica para as diferenças entre P. grangeri e P. mephistocephalus discutidas no artigo de 1999.

Elementos dos membros de Pinacosaurus em vistas comparativas, referência anatômica para as diferenças entre P. grangeri e P. mephistocephalus discutidas no artigo de 1999.

2001

The cranial ornamentation of ankylosaurs (Ornithischia: Thyreophora): reappraisal of developmental hypotheses

Vickaryous, M.K., Russell, A.P. e Currie, P.J. · In: K. Carpenter (ed.), The Armored Dinosaurs, Indiana University Press, pp. 318-340

Reanálise das hipóteses de desenvolvimento da ornamentação craniana em ancilossauros, com Pinacosaurus e Euoplocephalus como modelos-chave. Os autores identificam dois modos principais de morfogênese: fusão de osteodermos adicionais ao crânio e elaboração dos próprios elementos cranianos. Mostram que a extensão do contato osteoderm-crânio é espécie-específica e ontogeneticamente variável, estabelecendo o arcabouço conceitual que ainda rege a literatura.

Espécime juvenil de Pinacosaurus no Paleozoological Museum of China, modelo-chave para estudar as suturas cranianas antes da fusão completa da armadura, como analisado por Vickaryous et al. (2001).

Espécime juvenil de Pinacosaurus no Paleozoological Museum of China, modelo-chave para estudar as suturas cranianas antes da fusão completa da armadura, como analisado por Vickaryous et al. (2001).

Crânio de Ankylosaurus magniventris (AMNH 73906), referência comparativa norte-americana usada na discussão de ornamentação craniana de Vickaryous et al. (2001).

Crânio de Ankylosaurus magniventris (AMNH 73906), referência comparativa norte-americana usada na discussão de ornamentação craniana de Vickaryous et al. (2001).

2003

A new specimen of Pinacosaurus grangeri (Dinosauria: Ornithischia) from the Late Cretaceous of Mongolia: ontogeny and phylogeny of ankylosaurs

Hill, R.V., Witmer, L.M. e Norell, M.A. · American Museum Novitates, 3395: 1-29

Descrição de um crânio juvenil de Pinacosaurus grangeri (IGM 100/1014) da localidade de Ukhaa Tolgod, Omnogov, Mongólia, famosa pela preservação excepcional de terópodes, mamíferos e escamados mas até então sem material ancilossauro diagnóstico. Os autores confirmam a atribuição a P. grangeri pela combinação de grande seio pré-maxilar, quadrado não co-ossificado com o processo paroccipital e múltiplas aberturas narinais acessórias.

Reconstituição em vida de Pinacosaurus grangeri por Jack Wood (2017), consistente com a descrição ontogenética de Hill, Witmer e Norell (2003).

Reconstituição em vida de Pinacosaurus grangeri por Jack Wood (2017), consistente com a descrição ontogenética de Hill, Witmer e Norell (2003).

Aparelho laríngeo do juvenil IGM 100/3186 de Pinacosaurus, referência moderna para a ontogenia craniana discutida desde Hill et al. (2003).

Aparelho laríngeo do juvenil IGM 100/3186 de Pinacosaurus, referência moderna para a ontogenia craniana discutida desde Hill et al. (2003).

2011

Juvenile specimens of Pinacosaurus grangeri Gilmore, 1933 (Ornithischia: Ankylosauria) from the Late Cretaceous of China, with comments on the specific taxonomy of Pinacosaurus

Burns, M.E., Currie, P.J., Sissons, R.L. e Arbour, V.M. · Cretaceous Research, 32(2): 174-186

Descrição de múltiplos espécimes juvenis de Pinacosaurus grangeri da Formação Bayan Mandahu (Mongólia Interior, China), preservando crânios, mandíbulas, pós-crânio e osteodermos. Os autores sinonimizam P. ninghsiensis (Young, 1935) com P. grangeri, reavaliam a validade de P. mephistocephalus e fornecem a melhor base anatômica do gênero a partir de subadultos, cuja anatomia craniana (suturas ainda visíveis) não pode ser estudada em adultos.

Espécime de Pinacosaurus em exposição no Museu de Ciências Naturais de Barcelona, montagem baseada no material chinês-mongol discutido por Burns et al. (2011).

Espécime de Pinacosaurus em exposição no Museu de Ciências Naturais de Barcelona, montagem baseada no material chinês-mongol discutido por Burns et al. (2011).

Euoplocephalus tutus, anquilossaurineo norte-americano usado como comparação taxonômica nas análises de Burns et al. (2011).

Euoplocephalus tutus, anquilossaurineo norte-americano usado como comparação taxonômica nas análises de Burns et al. (2011).

2011

Hands, feet and behaviour in Pinacosaurus (Dinosauria: Ankylosauridae)

Currie, P.J., Badamgarav, D., Koppelhus, E.B., Sissons, R. e Vickaryous, M.K. · Acta Palaeontologica Polonica, 56(3): 489-504

Descrição da anatomia de mãos e pés de juvenis de Pinacosaurus da Formação Alagteeg de Alag Teeg (Mongólia), confirmando a fórmula falangeana manus 2-3-3-3-2 e um pé tridáctilo com fórmula X-3-3/4-3/4-X (o número de falanges dos dígitos III e IV varia entre três e quatro, mesmo dentro de um único indivíduo). Os autores interpretam os leitos de ossos como evidência de comportamento gregário em juvenis, possivelmente relacionado a tempestades de areia recorrentes que enterraram grupos inteiros vivos.

Metacarpos e falanges da mão de Pinacosaurus juvenil, mostrando a fórmula falangeana manus 2-3-3-3-2 confirmada por Currie et al. (2011).

Metacarpos e falanges da mão de Pinacosaurus juvenil, mostrando a fórmula falangeana manus 2-3-3-3-2 confirmada por Currie et al. (2011).

Pelve de Euoplocephalus tutus (AMNH 5337) e Edmontonia longiceps (NMC 8531), referência comparativa norte-americana para a anatomia apendicular discutida por Currie et al. (2011).

Pelve de Euoplocephalus tutus (AMNH 5337) e Edmontonia longiceps (NMC 8531), referência comparativa norte-americana para a anatomia apendicular discutida por Currie et al. (2011).

2014

A new mass mortality of juvenile Protoceratops and size-segregated aggregation behaviour in juvenile non-avian dinosaurs

Hone, D.W.E., Farke, A.A., Watabe, M., Shigeru, S. e Tsogtbaatar, K. · PLOS ONE, 9(11): e113306

Descrição de uma agregação de quatro juvenis de Protoceratops da Formação Djadokhta, com discussão comparativa explícita dos leitos de ossos juvenis de Pinacosaurus de Alag Teeg e Bayan Mandahu. Os autores estabelecem um padrão consistente de agregação segregada por tamanho em juvenis de dinossauros não avianos do Gobi, interpretando as grandes acumulações de Pinacosaurus como tropas de juvenis gregários soterrados por tempestades.

Figura 1 de Hone et al. (2014, PLOS ONE): agregação de juvenis de Protoceratops comparada aos bonebeds de juvenis de Pinacosaurus.

Figura 1 de Hone et al. (2014, PLOS ONE): agregação de juvenis de Protoceratops comparada aos bonebeds de juvenis de Pinacosaurus.

Figura 4 de Hone et al. (2014): padrão de agregação segregada por tamanho em juvenis de dinossauros não avianos do Gobi, diretamente aplicável a Pinacosaurus.

Figura 4 de Hone et al. (2014): padrão de agregação segregada por tamanho em juvenis de dinossauros não avianos do Gobi, diretamente aplicável a Pinacosaurus.

2015

Postcrania of juvenile Pinacosaurus grangeri (Ornithischia: Ankylosauria) from the Upper Cretaceous Alagteeg Formation, Alag Teeg, Mongolia: implications for ontogenetic allometry in ankylosaurs

Burns, M.E., Tumanova, T.A. e Currie, P.J. · Journal of Paleontology, 89(1): 168-182

Descrição detalhada do pós-crânio de juvenis a subadultos de Pinacosaurus grangeri coletados pela Expedição Paleontológica Soviético-Mongólica na Formação Alagteeg (Alag Teeg, Mongólia). Os autores documentam padrões de alometria ontogenética em ancilossauros, incluindo mudanças nas proporções dos membros e na ornamentação dos osteodermos ao longo do crescimento.

Comparação de tamanho entre Pinacosaurus grangeri (cerca de 5 metros) e um humano adulto, contexto dimensional para a análise alométrica de Burns et al. (2015).

Comparação de tamanho entre Pinacosaurus grangeri (cerca de 5 metros) e um humano adulto, contexto dimensional para a análise alométrica de Burns et al. (2015).

Ankylosaurus magniventris em reconstituição em vida, contraponto norte-americano ao desenvolvimento ontogenético asiático discutido por Burns et al. (2015).

Ankylosaurus magniventris em reconstituição em vida, contraponto norte-americano ao desenvolvimento ontogenético asiático discutido por Burns et al. (2015).

2015

Ankylosaurid dinosaur tail clubs evolved through stepwise acquisition of key features

Arbour, V.M. e Currie, P.J. · Journal of Anatomy, 227(4): 514-523

Análise filogenética e anatômica da evolução da clava caudal em Ankylosauridae. Os autores mostram que a clava evoluiu de modo gradual: primeiro o 'cabo' de vértebras caudais entrelaçadas, depois a expansão e co-ossificação dos osteodermos distais em um bulbo ósseo. Pinacosaurus é um táxon-chave da análise, com clava bem desenvolvida e cabo típico de ancilossaurineos.

Figura 4 de Arbour e Currie (2015, Journal of Anatomy): árvore filogenética em contexto estratigráfico mostrando a aquisição em passos das características da clava caudal.

Figura 4 de Arbour e Currie (2015, Journal of Anatomy): árvore filogenética em contexto estratigráfico mostrando a aquisição em passos das características da clava caudal.

Figura 1 de Arbour e Currie (2015): anatomia comparada de clavas caudais em Ankylosauridae, incluindo Pinacosaurus e seus parentes próximos.

Figura 1 de Arbour e Currie (2015): anatomia comparada de clavas caudais em Ankylosauridae, incluindo Pinacosaurus e seus parentes próximos.

2016

Systematics, phylogeny and palaeobiogeography of the ankylosaurid dinosaurs

Arbour, V.M. e Currie, P.J. · Journal of Systematic Palaeontology, 14(5): 385-444

Revisão sistemática e filogenética abrangente de Ankylosauridae, com base em todas as espécies conhecidas e em ancilossauros de afinidade incerta. A análise produz uma Ankylosauridae monofilética e estabelece a tribo Ankylosaurini dentro de Ankylosaurinae. Pinacosaurus grangeri e P. mephistocephalus são recuperados como táxons-irmãos derivados no clado asiático. A paleobiogeografia indica origem asiática da família e migrações múltiplas para a América do Norte.

Cladograma de Ankylosaurinae incluindo Pinacosaurus no clado asiático, consistente com a topologia de Arbour e Currie (2016).

Cladograma de Ankylosaurinae incluindo Pinacosaurus no clado asiático, consistente com a topologia de Arbour e Currie (2016).

Cladograma de ancilossaurineos com Ziapelta sanjuanensis (clado norte-americano), contraponto biogeográfico à posição asiática de Pinacosaurus em Arbour e Currie (2016).

Cladograma de ancilossaurineos com Ziapelta sanjuanensis (clado norte-americano), contraponto biogeográfico à posição asiática de Pinacosaurus em Arbour e Currie (2016).

2018

The most basal ankylosaurine dinosaur from the Albian-Cenomanian of China, with implications for the evolution of the tail club

Zheng, W., Jin, X., Azuma, Y., Wang, Q., Miyata, K. e Xu, X. · Scientific Reports, 8: 3711

Descrição de Jinyunpelta sinensis, o anquilossaurineo mais basal com clava caudal bem desenvolvida. A análise filogenética posiciona Pinacosaurus grangeri dentro de Ankylosaurinae, em um clado asiático junto com Saichania, Tarchia, Tsagantegia e Talarurus. O artigo empurra a origem da clava para cerca de 100 Ma, 20 Ma antes do que se pensava, e reforça a origem asiática do clado.

Figura 4 de Zheng et al. (2018, Scientific Reports): anatomia comparativa da clava caudal em Ankylosaurinae, com Pinacosaurus entre os táxons asiáticos derivados.

Figura 4 de Zheng et al. (2018, Scientific Reports): anatomia comparativa da clava caudal em Ankylosaurinae, com Pinacosaurus entre os táxons asiáticos derivados.

Figura 6 de Zheng et al. (2018): cladograma de Ankylosauria/Ankylosaurinae com Pinacosaurus no clado asiático e Jinyunpelta como ancilossaurineo mais basal.

Figura 6 de Zheng et al. (2018): cladograma de Ankylosauria/Ankylosaurinae com Pinacosaurus no clado asiático e Jinyunpelta como ancilossaurineo mais basal.

2021

A new ankylosaurid skeleton from the Upper Cretaceous Baruungoyot Formation of Mongolia: its implications for ankylosaurid postcranial evolution

Park, J.-Y., Lee, Y.-N., Currie, P.J., Ryan, M.J., Bell, P., Sissons, R., Koppelhus, E.B., Barsbold, R., Lee, S. e Kim, S.-H. · Scientific Reports, 11: 4101

Descrição de um esqueleto pós-craniano articulado (MPC-D 100/1359) da Formação Baruungoyot (Campaniano médio a superior, Hermiin Tsav, sul do Gobi), com doze vértebras dorsais, costelas, cinturas peitoral e pélvica, membros e osteodermos livres. A análise mostra que ancilossaurídeos asiáticos como Pinacosaurus evoluíram corpos rígidos com número reduzido de falanges pedais, e que havia pelo menos duas formas de armadura de flanco dentro da família.

Figura 1 de Park et al. (2021, Scientific Reports): esqueleto articulado MPC-D 100/1359 da Formação Baruungoyot, contexto comparativo para o pós-crânio de Pinacosaurus.

Figura 1 de Park et al. (2021, Scientific Reports): esqueleto articulado MPC-D 100/1359 da Formação Baruungoyot, contexto comparativo para o pós-crânio de Pinacosaurus.

Figura 2 de Park et al. (2021): anatomia apendicular e osteodermos do novo ancilossaurídeo mongol, referência para a evolução pós-craniana asiática incluindo Pinacosaurus.

Figura 2 de Park et al. (2021): anatomia apendicular e osteodermos do novo ancilossaurídeo mongol, referência para a evolução pós-craniana asiática incluindo Pinacosaurus.

2023

An ankylosaur larynx provides insights for bird-like vocalization in non-avian dinosaurs

Yoshida, J., Kobayashi, Y. e Norell, M.A. · Communications Biology, 6: 152

Descrição do primeiro aparelho laríngeo fóssil conhecido em um dinossauro não aviário, preservado quase em articulação de vida em um juvenil de Pinacosaurus grangeri (IGM 100/3186) do Gobi. Os autores identificam cricoide e aritenoide análogos aos de répteis não avianos, mas com articulação cricoaritenoide firme e cinética, processo aritenoide proeminente, aritenoide longo e cricoide ampliado, sugerindo função de modificador vocal comparável à das aves. O estudo fornece a primeira evidência direta de vocalização em um ancilossauro.

Figura 1 de Yoshida, Kobayashi e Norell (2023, Communications Biology): aparelho laríngeo preservado de Pinacosaurus grangeri (IGM 100/3186), primeiro descrito em um dinossauro não aviário.

Figura 1 de Yoshida, Kobayashi e Norell (2023, Communications Biology): aparelho laríngeo preservado de Pinacosaurus grangeri (IGM 100/3186), primeiro descrito em um dinossauro não aviário.

Figura 2 de Yoshida et al. (2023): anatomia do cricoide e aritenoide de Pinacosaurus, comparada a arcossauros modernos, sugerindo vocalização semelhante à de aves.

Figura 2 de Yoshida et al. (2023): anatomia do cricoide e aritenoide de Pinacosaurus, comparada a arcossauros modernos, sugerindo vocalização semelhante à de aves.

AMNH 6523 (holótipo) — American Museum of Natural History (AMNH), Nova York, Estados Unidos

Wikimedia Commons / AMNH

AMNH 6523 (holótipo)

American Museum of Natural History (AMNH), Nova York, Estados Unidos

Completude: Crânio quase completo dorsoventralmente comprimido, com mandíbula, atlas, axis e osteodermos associados; maior crânio conhecido do gênero
Encontrado em: 1923
Por: Walter W. Granger, Central Asiatic Expeditions (AMNH), liderança de Roy Chapman Andrews

Holótipo coletado em 1923 em Shabarakh Usu (atual Bayn Dzak, 'Flaming Cliffs'), Formação Djadokhta, Campaniano, Mongólia. Descrito por Charles W. Gilmore em 1933 em American Museum Novitates 679. Permanece até hoje o maior crânio conhecido de Pinacosaurus grangeri e referência para a diagnose genérica.

ZPAL MgD-I/113 e material polonês associado — Institute of Paleobiology, Polish Academy of Sciences (ZPAL), Varsóvia, Polônia

Wikimedia Commons / ZPAL

ZPAL MgD-I/113 e material polonês associado

Institute of Paleobiology, Polish Academy of Sciences (ZPAL), Varsóvia, Polônia

Completude: Múltiplos crânios adultos e subadultos com pós-crânio parcial e anéis cervicais associados
Encontrado em: 1971
Por: Expedições polaco-mongólicas lideradas por Zofia Kielan-Jaworowska (1963-1971)

Coleção fundacional do material polonês de Pinacosaurus, base das monografias de Maryanska (1971, 1977). Inclui o crânio adulto não comprimido que permitiu a primeira reconstrução precisa do teto craniano, dos chifres e da região narial do gênero.

IGM 100/1014 (juvenil de Ukhaa Tolgod) — Institute of Geology, Mongolian Academy of Sciences (IGM), Ulaanbaatar, Mongólia

Jack Wood / Wikimedia Commons

IGM 100/1014 (juvenil de Ukhaa Tolgod)

Institute of Geology, Mongolian Academy of Sciences (IGM), Ulaanbaatar, Mongólia

Completude: Crânio juvenil quase completo com mandíbula e osteodermos associados
Encontrado em: 2000
Por: Expedições American Museum of Natural History / Mongolian Academy of Sciences

Crânio juvenil de Ukhaa Tolgod (Ömnögovi, Mongólia), descrito por Hill, Witmer e Norell (2003) em American Museum Novitates 3395. Primeira atribuição diagnóstica de material ancilossauro à famosa localidade de Ukhaa Tolgod, conhecida por seus fósseis espetacularmente preservados de terópodes, mamíferos e escamados.

IGM 100/3186 (juvenil com aparelho laríngeo) — Institute of Geology, Mongolian Academy of Sciences (IGM), Ulaanbaatar, Mongólia

Wikimedia Commons

IGM 100/3186 (juvenil com aparelho laríngeo)

Institute of Geology, Mongolian Academy of Sciences (IGM), Ulaanbaatar, Mongólia

Completude: Juvenil com crânio, mandíbula e aparelho hiolaríngeo (hioide, cricoide e aritenoide) preservados em quase articulação de vida
Encontrado em: 2005
Por: Equipe Mongólia-Japão (Ministério da Educação / IGM)

Espécime juvenil que preserva o primeiro aparelho laríngeo fóssil conhecido em qualquer dinossauro não aviário. Descrito por Yoshida, Kobayashi e Norell em 2023 em Communications Biology, documenta cricoide e aritenoide com articulação firme e cinética, interpretados como modificadores vocais comparáveis aos de aves.

IVPP V16853, V16283, V16854, V16346, V16855 (juvenis de Bayan Mandahu) — Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology (IVPP), Pequim, China

Wikimedia Commons / IVPP

IVPP V16853, V16283, V16854, V16346, V16855 (juvenis de Bayan Mandahu)

Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology (IVPP), Pequim, China

Completude: Múltiplos esqueletos juvenis a subadultos com crânios, anéis cervicais e pós-crânio completo; pelo menos 12 juvenis em Bayan Mandahu
Encontrado em: 1990
Por: Canada-China Dinosaur Project (1987-1990)

Conjunto de espécimes coletados pelo Canada-China Dinosaur Project em Bayan Mandahu (Mongólia Interior), incluindo um dos raros bonebeds de juvenis ancilossauros preservados em articulação. Base da descrição de Burns et al. (2011) em Cretaceous Research. Alguns juvenis estavam orientados na mesma direção, interpretados como uma tropa soterrada viva por tempestade de areia.

IMM 96BM3/1 (holótipo de P. mephistocephalus) — Inner Mongolia Museum (IMM), Hohhot, China

Wikimedia Commons

IMM 96BM3/1 (holótipo de P. mephistocephalus)

Inner Mongolia Museum (IMM), Hohhot, China

Completude: Esqueleto articulado quase completo com crânio, pós-crânio, armadura dérmica e clava caudal
Encontrado em: 1996
Por: Equipe belga-chinesa (expedições lideradas por P. Godefroit e Dong Zhiming)

Holótipo de Pinacosaurus mephistocephalus, descrito por Godefroit, Pereda-Suberbiola, Li e Dong em 1999. O epíteto específico refere-se aos chifres esquamosais 'diabólicos' que se projetam muito além do teto craniano. A validade da espécie como distinta de P. grangeri é debatida (Burns et al. 2011 mantêm a separação, outros a sinonimizam).

MPC (juvenis de Alag Teeg) — Mongolian Paleontological Center (MPC, antigo IGM), Ulaanbaatar, Mongólia

Wikimedia Commons

MPC (juvenis de Alag Teeg)

Mongolian Paleontological Center (MPC, antigo IGM), Ulaanbaatar, Mongólia

Completude: Cerca de 100 esqueletos juvenis parcialmente articulados no total, somando coletas soviético-mongólicas (1969-1971), mongólicas-japonesas (1993-2006) e canadenses (2006 em diante)
Encontrado em: 1971
Por: Expedições Soviético-Mongólica, Mongolian-Japanese e Canada-Mongolia

Maior acumulação conhecida de juvenis de ancilossauro no mundo, proveniente da Formação Alagteeg em Alag Teeg (Mongólia). Interpretada inicialmente como mortandade por seca em poça, mas reinterpretada como soterramento por inundação fluvial. Base das descrições pós-cranianas de Burns, Tumanova e Currie (2015).

Dinosauria
Ornithischia
Thyreophora
Ankylosauria
Ankylosauridae
Ankylosaurinae
Primeiro fóssil
1923
Descobridor
Walter W. Granger e equipe das Central Asiatic Expeditions do American Museum of Natural History, lideradas por Roy Chapman Andrews
Descrição formal
1933
Descrito por
Charles Whitney Gilmore
Formação
Formação Djadokhta (Campaniano)
Região
Província de Ömnögovi, Deserto de Gobi (Bayn Dzak, 'Flaming Cliffs')
País
Mongólia
Gilmore, C.W. (1933) — American Museum Novitates, 679: 1-20

Curiosidade

Pinacosaurus grangeri é o ancilossaurídeo do qual mais se conhecem juvenis no mundo: cerca de 100 indivíduos imaturos acumulados só no sítio de Alag Teeg, na Mongólia, além de dezenas em Bayan Mandahu, na China. Essa abundância revolucionou o conhecimento sobre o crescimento e o comportamento do grupo, porque os crânios juvenis preservam as suturas antes da fusão completa dos osteodermos ao crânio, permitindo identificar cada elemento individual. Em 2023, Yoshida, Kobayashi e Norell descreveram em Communications Biology o primeiro aparelho laríngeo fóssil de um dinossauro não aviário, preservado em um juvenil de Pinacosaurus: o estudo sugere que o animal era capaz de vocalizações comparáveis às de aves, muito antes do que se imaginava.