Tubarao-Ginsu
Cretoxyrhina mantelli
"Dente afiado do Cretáceo de Mantell"
Sobre esta espécie
Cretoxyrhina mantelli, popularmente conhecido como tubarão-Ginsu, foi um dos maiores e mais temidos predadores marinhos do Cretáceo tardio. Viveu há cerca de 100 a 72 milhões de anos no Mar Interior Ocidental, uma vasta via maritima que dividia a América do Norte. Com até 6,5 metros de comprimento e anatomia similar a de tubarões-mako modernos, predava mosassauros, plesiossauros, tartarugas marinhas e pterossauros. Vários esqueletos quase completos foram encontrados no Cretáceo do Kansas, tornando-o um dos tubarões extintos mais bem documentados da ciência.
Formação geológica e ambiente
A Formacao Niobrara, especificamente o Membro Smoky Hill Chalk, foi depositada entre 87 e 82 milhões de anos atrás durante os andares Coniaciano, Santoniano e Campaniano do Cretáceo tardio. Formada pelo acumulo de cocólitos de microorganismos no Mar Interior Ocidental, a calcaria branca do Kansas e uma das formações fossilíferas mais ricas do mundo, preservando pelo menos 117 taxons de vertebrados. Cretoxyrhina mantelli e um dos vertebrados mais comuns e melhor preservados da formação, com centenas de dentes e vários esqueletos parciais a completos conhecidos do oeste do Kansas.
Galeria de imagens
Reconstrução de Cretoxyrhina mantelli por Damouraptor (2022), mostrando a morfologia corporal fusiforme característica de um lamniforme de grande porte, similar ao tubarão-mako moderno.
Damouraptor — CC BY-SA 4.0
Ecologia e comportamento
Habitat
Cretoxyrhina mantelli habitava o Mar Interior Ocidental, uma vasta via maritima epicontinental que dividia a América do Norte do Golfo do Mexico ao Estreito de Hudson durante o Cretáceo tardio, há 100 a 72 milhões de anos. A água era levemente menos salina que o oceano aberto, com temperatura subtropical a temperada. O mar tinha profundidade variável, com regiões rasas ricas em vida e zonas mais profundas de baixo oxigênio no fundo. Além da América do Norte, C. mantelli era cosmopolita, ocorrendo no Mar de Tethys europeu e possivelmente em outras regiões de oceanos tropicais.
Alimentação
Cretoxyrhina mantelli era um apex predador ativo que atacava as maiores presas disponíveis no Mar Interior Ocidental. Evidencias de marcas de mordida documentam predacao sobre mosassauros de vários metros de comprimento, plesiossauros, o peixe gigante Xiphactinus, tartarugas marinhas como Protostega e Archelon, e pterossauros como Pteranodon. Os dentes lisos e sem serrilhamento, similares aos do tubarão-mako, eram adaptados para perfurar e segurar presas que lutavam ativamente, não para serrar como o tubarão-branco. O mecanismo de ataque provavelmente envolvia alta velocidade e mordidas multiplas.
Comportamento e sentidos
A morfologia corporal de Cretoxyrhina mantelli, próxima do tubarão-mako moderno, sugere que era um nadador de alta velocidade capaz de burst de velocidade para capturar presas ágeis. A capacidade de atacar pterossauros pousados na superficie do mar (documentada por Hone et al. 2018) indica comportamento oportunista e versatil. Não há evidência de comportamento social, e a espécie era provavelmente solitaria. A produção de descendentes por ovoviviparidade, como na maioria dos lamniformes, e provável mas não confirmada diretamente no registro fóssil.
Fisiologia e crescimento
Cretoxyrhina mantelli possuía esqueleto cartilaginoso com vértebras de calcificacao densa, permitindo análise de aneis de crescimento. A comparação com o tubarão-mako moderno sugere metabolismo elevado para um condricte, possivelmente com algum grau de endotermia regional como no mako e no tubarão-branco. O comprimento assintótico estimado de 6,91 m e o nascimento a 1,28 m sugerem taxa de crescimento relativamente rápida. As escamas placoideas, preservadas em pelo menos um espécime, eram do tipo lisorico liso, adequadas para redução de turbulencia em natacao rápida.
Paleogeografia
Configuração continental
Ron Blakey · CC BY 3.0 · Cretáceo, ~90 Ma
Durante o Cenomaniano-Campaniano (~100–72 Ma), Cretoxyrhina mantelli habitava a Laramídia, a metade ocidental do que hoje é a América do Norte, separada pelo Mar Interior do Oeste (Western Interior Seaway), um mar raso que dividia o continente ao meio. Os continentes estavam em posições muito diferentes das atuais: a Índia viajava em direção à Ásia, a Antártida ainda estava conectada à Austrália, e a América do Sul era uma ilha separada.
Inventário de Ossos
Vários esqueletos quase completos são conhecidos do Cretáceo do Kansas. O espécime FHSM VP-2187 do Sternberg Museum of Natural History, com 5 metros, e o mais completo, preservando crânio cartilaginoso, vértebras articuladas e impressões de escamas. O KUVP 247 da Universidade do Kansas também preserva região craniana e esqueleto posterior.
Estruturas encontradas
Estruturas inferidas
Literatura Científica
15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.
Recherches sur les poissons fossiles. Quatrième livraison
Agassiz, L. · Petitpierre, Neuchâtel
Descrição original de Cretoxyrhina mantelli pelo naturalista suico Louis Agassiz, com base em dentes fósseis do giz cretáceo da Inglaterra, em homenagem ao geologo Gideon Mantell. Agassiz, em sua obra monumental sobre peixes fósseis, caracteriza os dentes de C. mantelli como lisos, sem denteado nas bordas cortantes, com raiz bifurcada distinta e esmalte brilhante. O tamanho dos dentes, que pode ultrapassar 5 cm de altura, já indica animal de grande porte. A espécie originalmente descrita foi posteriormente reconhecida como ocorrente também no Mar Interior Ocidental da América do Norte, onde os melhores espécimes serão encontrados mais de um século depois. Este trabalho e o ponto de partida nomenclatural obrigatorio para toda a literatura sobre C. mantelli.
Dentition of the Late Cretaceous lamniform shark, Cretoxyrhina mantelli, from the Niobrara Chalk of Kansas
Shimada, K. · Journal of Vertebrate Paleontology
Analise detalhada da denticao de Cretoxyrhina mantelli da Calcaria Niobrara do Kansas, por Kenshu Shimada. O trabalho documenta a morfologia dos dentes, formula dentaria e variacao ontogenetica. Shimada demonstra que C. mantelli possuía até 34 dentes na fileira superior e 36 na fileira inferior, totalizando multiplas fileiras funcionais. Os dentes aumentam de tamanho gradualmente da sinfise para o angulo da mandíbula, atingindo até 5 cm nos dentes funcionais maiores. O estudo revela diferenças morfológicas entre dentes anteriores e lateroposteriors que foram usados para inferir mecanismo de captura de presas. Este trabalho, junto com o artigo anatômico do mesmo ano, e a principal referência para identificação de dentes isolados de C. mantelli nos registros fósseis.
Skeletal anatomy of the Late Cretaceous lamniform shark, Cretoxyrhina mantelli, from the Niobrara Chalk in Kansas
Shimada, K. · Journal of Vertebrate Paleontology
Descrição esqueletal abrangente de Cretoxyrhina mantelli baseada nos espécimes mais completos conhecidos da Calcaria Niobrara do Kansas. Shimada descreve em detalhe o neurocrânio cartilaginoso, coluna vertebral (com contagem de aproximadamente 230 vértebras), elementos de nadadeiras e elementos branquiais. O trabalho revela que C. mantelli possuía anatomia consistente com posicionamento dentro de Lamniformes, com características morfo-funcionais próximas do tubarão-mako moderno (Isurus). Este e o estudo anatômico de referência principal da espécie e estabeleceu o framework para todas as análises morfológicas e filogeneticas subsequentes. A descrição detalhada do neurocrânio, especialmente preservado no espécime FHSM VP-2187, revelou dados sobre as capacidades sensoriais do predador cretáceo.
Paleoecological relationships of the Late Cretaceous lamniform shark, Cretoxyrhina mantelli (Agassiz)
Shimada, K. · Journal of Paleontology
Analise das relações paleoecologicas de Cretoxyrhina mantelli baseada em evidências de predacao preservadas em espécimes fósseis da Calcaria Niobrara do Kansas. Shimada documenta marcas de mordida de C. mantelli em mosassauros, teleosteos incluindo Xiphactinus, e possivelmente plesiossauros. O trabalho demonstra que C. mantelli ocupava o topo da cadeia alimentar no Mar Interior Ocidental, competindo com ou predando os maiores vertebrados marinhos da época. O estudo e fundamental para reconstruir as interacoes ecológicas do ecosistema cretáceo do Kansas e estabelece C. mantelli como o principal predador do Mar Interior Ocidental durante o Coniaciano-Campaniano.
Periodic marker bands in vertebral centra of the Late Cretaceous lamniform shark, Cretoxyrhina mantelli
Shimada, K. · Copeia
Primeiro estudo dos aneis de crescimento periodico nos centros vertebrais de Cretoxyrhina mantelli, fornecendo os primeiros dados sobre taxas de crescimento e parametros de história de vida deste lamniforme extinto. Shimada demonstra que as bandas de crescimento são comparáveis as de tubarões lamniformes modernos e usa-las para estimar que individuos de 5 metros teriam entre 20 e 30 anos de idade. O comprimento no nascimento e estimado em 1,28 m e o comprimento assintótico em 6,91 m. Este trabalho pioneiro abre o campo do estudo de história de vida de tubarões extintos via análise de vértebras e estabelece protocolo metodologico seguido em estudos subsequentes de outras espécies extintas.
Ontogenetic parameters and life history strategies of the late Cretaceous lamniform shark, Cretoxyrhina mantelli, based on vertebral growth increments
Shimada, K. · Journal of Vertebrate Paleontology
Analise quantitativa da ontogenia e estrategias de história de vida de Cretoxyrhina mantelli com base no modelo de incremento de crescimento vertebral. Shimada usa a função de crescimento von Bertalanffy com os parametros derivados das bandas vertebrais para criar curvas de crescimento detalhadas. O comprimento assintótico (L∞) e estimado em 6,91 m de comprimento total. O estudo demonstra que C. mantelli crescia rapidamente nos primeiros anos de vida, atingindo mais da metade do comprimento máximo por volta dos 10 anos, e que individuos de 5 metros teriam provavelmente 20-30 anos. Estes dados são comparáveis aos do tubarão-branco e do tubarão-mako, sugerindo ecologia e metabolismo similares.
Paleoecological relationships of the Late Cretaceous lamniform shark, Cretoxyrhina mantelli (Agassiz): paleoecology from mosasaur remains
Shimada, K. · Journal of Vertebrate Paleontology
Analise de restos de mosassauros com marcas de mordida atribuídas a Cretoxyrhina mantelli na Calcaria Niobrara do Kansas, fornecendo evidência direta de comportamento predatório. Shimada documenta várias ossos de mosassauros, incluindo vértebras e costelas, com marcas de mordida características dos dentes cilindricos e lisos de C. mantelli. As marcas incluem incisões profundas, dentes embebidos nos ossos e padrões de mordida multiplos sugerindo alimentação por abocanhamento. Este trabalho e fundamental para reconstruir as cadeias alimentares do Mar Interior Ocidental e documenta pela primeira vez de forma direta que C. mantelli atacava e consumia mosassauros.
Evidence for the Cretaceous shark Cretoxyrhina mantelli feeding on the pterosaur Pteranodon from the Niobrara Formation
Hone, D.W.E. & Witton, M.P. & Habib, M.B. · PeerJ
Estudo que documenta a primeira evidência de Cretoxyrhina mantelli predando pterossauros, com base em um espécime de Pteranodon da Formacao Niobrara que preserva um dente de C. mantelli embutido em um osso e uma vértebra com marca de mordida. Hone, Witton e Habib reconstroem o cenario de predacao: um pteranodon provavelmente pousado na superficie do mar foi atacado pelo tubarão de baixo. O trabalho inclui ilustracao artística do evento por Mark Witton. A descoberta expande o espectro de presas de C. mantelli para incluir pterossauros, demonstrando que este predador não se limitava a presas estritamente aquaticas.
Large deadfalls of the 'ginsu' shark Cretoxyrhina mantelli (Agassiz, 1835) (Neoselachii, Lamniformes) from the Upper Cretaceous of northeastern Italy
Amalfitano, J. et al. · Cretaceous Research
Descrição de grandes afundamentos de carcaças de Cretoxyrhina mantelli do Cretáceo Superior do nordeste da Itália, estendendo a distribuição conhecida da espécie para a Europa e documentando o papel ecológico das carcaças de C. mantelli em ecosistemas de águas profundas. Amalfitano e colaboradores descrevem espécimes preservando vértebras articuladas, dentes e fragmentos cranianos de individuos de grande porte. O estudo revela que as carcaças de C. mantelli serviam como base de sustentação para comunidades de invertebrados do fundo do oceano, semelhante ao que ocorre com carcaças de cetaceos modernos. Este trabalho expande significativamente a distribuição paleogeográfica conhecida de C. mantelli para além do Mar Interior Ocidental.
Ontogeny and life history of a large lamniform shark from the Early Cretaceous of North America
Newbrey, M.G. et al. · Acta Palaeontologica Polonica
Analise de crescimento vertebral em lamniformes do Cretáceo tardio, incluindo Cretoxyrhina mantelli, fornecendo estimativas revisadas de tamanho máximo corporal e padrões de crescimento ao longo da ontogenia. Newbrey e colaboradores processaram dados de incremento vertebral de multiplos espécimes de C. mantelli e produziram estimativas de tamanho incorporando maior diversidade de espécimes do que o estudo anterior de Shimada (1997). Com base em um dente especialmente grande, a estimativa de tamanho máximo alcanca 8 metros de comprimento, embora o comprimento típico para adultos seja de 5-7 m. O trabalho também documenta centros vertebrais de três localidades diferentes no Kansas, demonstrando a abundância de C. mantelli no Mar Interior Ocidental.
Analysis of an associated Cretoxyrhina mantelli dentition from the Late Cretaceous (Smoky Hill Chalk, Late Coniacian) of western Kansas
Bourdon, J. & Everhart, M.J. · Transactions of the Kansas Academy of Science
Analise de uma denticao associada de Cretoxyrhina mantelli do Smoky Hill Chalk do oeste do Kansas, documentando a morfologia dental e formula, e comparando com o material previamente conhecido. Bourdon e Everhart descrevem um conjunto raro de dentes associados in situ que permite reconstruir com precisao o padrão dental completo da espécie. O trabalho revela variacoes na morfologia dos dentes ao longo das fileiras que não haviam sido completamente documentadas por Shimada (1997). A análise demonstra que C. mantelli possuía maior variabilidade dental do que se pensava, o que pode refletir especialização ontogenetica da denticao para diferentes tipos de presas em diferentes fases da vida.
Hypotodus verticalis (Agassiz, 1843), Hypotodus robustus (Leriche, 1921) and Hypotodus heinzelini (Casier, 1967), Chondrichthyes, Lamniformes, junior synonyms of Cretoxyrhina mantelli (Agassiz, 1835)
Ward, D.J. · Tertiary Research
Revisao taxonômica fundamental que demonstra que várias espécies de lamniformes cretaceos anteriormente em gêneros distintos são sinonimos juniores de Cretoxyrhina mantelli. Ward analisa o material-tipo de Hypotodus verticalis, H. robustus e H. heinzelini e conclui que todos pertencem a C. mantelli, simplificando significativamente a taxonomia do grupo. Esta revisão explica por que espécimes europeus foram descritos como espécies diferentes das formas do Kansas e consolida C. mantelli como espécie única de distribuição cosmopolita. A clarificacao taxonômica e essencial para interpretar corretamente a distribuição paleogeográfica e a biodiversidade de lamniformes no Cretáceo tardio.
Late Cretaceous and Danian shark faunas of the Maastricht area
Siverson, M. · Beringeria
Analise das faunas de tubarões do Cretáceo tardio e Daniano da região de Maastricht, incluindo Cretoxyrhina mantelli da Europa, fornecendo contexto bioestratigrafico e paleoecologico para a ocorrência final da espécie no registro europeu. Siverson documenta que C. mantelli persistiu na Europa até próximo ao final do Cretáceo, com os últimos registros europeus sendo do Campaniano superior. O trabalho fornece dados sobre a composição da fauna de tubarões no Cretáceo tardio europeu e ajuda a entender as causas da extinção de C. mantelli no evento K-Pg. A análise biostratigrafica permite correlacionar os registros europeus e americanos da espécie.
Oceans of Kansas: A Natural History of the Western Interior Sea
Everhart, M.J. · Indiana University Press
História natural abrangente do Mar Interior Ocidental e sua fauna, incluindo relatos detalhados de Cretoxyrhina mantelli baseados em décadas de trabalho de campo no Kansas por Mike Everhart. O livro documenta centenas de dentes de C. mantelli coletados no oeste do Kansas e descreve vários eventos de predacao documentados por marcas de mordida em outros fósseis. Everhart coletou e descreveu evidências de C. mantelli predando mosassauros, plesiossauros e peixes grandes. O trabalho e a referência mais acessível e abrangente sobre a paleoecologia de C. mantelli no contexto do ecosistema completo do Mar Interior Ocidental, e e amplamente citado em literatura paleoictiologica e paleontológica geral.
Phylogeny of lamniform sharks (Chondrichthyes: Elasmobranchii) and the contribution of dental characters to lamniform systematics
Shimada, K. · Paleontological Research
Shimada (2005) realizou uma análise filogenética dos tubarões lamnimormes, incluindo Cretoxyrhina mantelli, avaliando quais caracteres dentários são informativos para a sistemática do grupo. O estudo posicionou Cretoxyrhina dentro dos Lamnidae em sentido amplo, corroborando análises anteriores baseadas em morfologia dentária, e demonstrou que a convergência morfológica entre tubarões brancos modernos e Cretoxyrhina é resultado de evolução paralela, não de ancestralidade comum imediata.
Espécimes famosos em museus
FHSM VP-2187
Sternberg Museum of Natural History, Hays, Kansas, EUA
O espécime mais completo conhecido de Cretoxyrhina mantelli, medindo 5 metros de comprimento. Preserva crânio cartilaginoso, vértebras articuladas e impressões de escamas. Foi coletado no Smoky Hill Chalk inferior de Ellis, Kansas, e e o objeto de estudo central dos trabalhos de Shimada (1997).
KUVP 247
University of Kansas Museum of Natural History, Lawrence, Kansas, EUA
Esqueleto cartilaginoso parcial incluindo região craniana bem preservada e esqueleto posterior. Juntamente com FHSM VP-2187, e um dos dois espécimes mais estudados de C. mantelli e forneceu dados cruciais sobre a anatomia craniana da espécie.
CMN 4096
Canadian Museum of Nature, Ottawa, Canada
O maior espécime de Cretoxyrhina mantelli da América do Norte, estimado entre 6 e 7 metros de comprimento com base em dentes e vértebras. Este espécime e central para os estudos de tamanho máximo da espécie.
No cinema e na cultura popular
Cretoxyrhina mantelli, o tubarão-Ginsu, ocupa um lugar especial na cultura pop de paleontologia, não como estrela de blockbusters mas como icone da paleoictiologia americana. Popularizado pelo apelido tubarão-Ginsu nos anos 1990, a espécie tornou-se referência obrigatoria em qualquer documentario sobre os oceanos cretaceos da América do Norte. Em Sea Monsters: A Walking with Dinosaurs Trilogy (2003), o tubarão-Ginsu foi mostrado ao público global como o apex predador do Mar Interior Ocidental, atacando mosassauros e outros grandes vertebrados marinhos. Documentarios como os da National Geographic e Discovery Channel reapresentaram C. mantelli diversas vezes, sempre enfatizando o contraste entre seus dentes lisos sem serrilhamento e os dentes serrilhados do tubarão-branco moderno. A descoberta em 2018 de evidência de predacao em pterossauros gerou manchetes em meios de comunicação de todo o mundo, renovando o interesse científico e popular pela espécie. Comparado ao megalodon, C. mantelli e frequentemente descrito como o predador mais eficiente por kilo de massa corporal do Cretáceo.
Classificação
Descoberta
Curiosidade
Cretoxyrhina mantelli ganhou o apelido de 'tubarão-Ginsu' porque seus dentes lisos sem serrilhamento funcionavam exatamente como a famosa faca de cozinha japonesa Ginsu: cortavam sem esfarraphar, deixando incisoes limpas nos ossos de suas vítimas. Os paleontólogos reconhecem as marcas de C. mantelli nos fósseis exatamente por esse motivo.