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🇧🇷 Espécie Brasileira
Austroposeidon magnificus
Cretáceo Herbívoro

Austroposeidon

Austroposeidon magnificus

"Poseidon austral magnífico"

Período
Cretáceo · Campaniano-Maastrichtiano
Viveu
83–72 Ma
Comprimento
até 25 m
Peso estimado
40.0 t
País de origem
Brasil
Descrito em
2016 por Kamila L.N. Bandeira, Felipe M. Simbras, Elaine B. Machado, Diogenes A. Campos, Gustavo R. Oliveira e Alexander W.A. Kellner

O Austroposeidon magnificus é o maior dinossauro descrito até hoje no Brasil, um titanossauro de aproximadamente 25 metros de comprimento que viveu no Cretáceo Superior da Bacia Bauru, no oeste paulista. Seu holótipo MCT 1628-R foi coletado em 1953 pelo paleontólogo brasileiro Llewellyn Ivor Price nos arredores de Presidente Prudente (SP) e permaneceu guardado por mais de 60 anos no Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro, antes de ser formalmente descrito em 2016 por Bandeira e colegas. A análise filogenética o posicionou originalmente como grupo-irmão de Lognkosauria e trabalhos subsequentes (Navarro et al. 2022) o recuperam dentro do próprio clado Lognkosauria, ao lado de gigantes argentinos como Argentinosaurus e Patagotitan. Tomografias computadorizadas das vértebras cervicais revelaram pela primeira vez em um saurópode uma estrutura interna intercalando camelas pneumáticas com densos anéis de crescimento.

Formação Presidente Prudente, parte do Grupo Bauru, Bacia Bauru. Idade campaniana a maastrichtiana inicial (~83 a 72 Ma). Litologia dominada por arenitos finos a médios com lentes de argilito, cimentação carbonática e paleossolos com calcretes. O ambiente deposicional combina sistemas fluviais meandrantes e leques aluviais em clima semiárido com forte sazonalidade. A fauna associada inclui titanossauros, terópodes abelissaurídeos, crocodilomorfos, testudines e ovos de podocnemididae.

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Habitat

Planície fluvio-aluvial semiárida do interior da Bacia Bauru, com rios meandrantes, leques aluviais e paleossolos com calcretes. Clima marcado por forte sazonalidade de chuvas e temperaturas elevadas, com vegetação dominada por gnetófitas arbustivas e coníferas de menor porte.

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Alimentação

Herbívoro de alta navegação (high-browser), alcançando copas de coníferas inacessíveis a outros herbívoros. Por analogia com titanossauros mais conhecidos, deveria consumir grandes volumes de folhagem pouco mastigada, com digestão apoiada em gastrólitos e em processos fermentativos prolongados.

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Comportamento e sentidos

Provavelmente gregário como a maioria dos titanossauros, andando em grupos que modificavam a estrutura da vegetação local. Não há evidências diretas (pegadas, ninhos) associadas ao Austroposeidon, mas o registro geral de titanossauros sul-americanos sustenta interpretação de vida em manadas e nidificação colonial em áreas abertas.

Fisiologia e crescimento

Tomografias realizadas por Bandeira et al. (2016) revelaram uma estrutura interna vertebral única, com camelas pneumáticas alternando com anéis densos de crescimento. Esse padrão sugere crescimento prolongado e possivelmente irregular, compatível com as estratégias de gigantismo observadas em saurópodes.

Configuração continental

Mapa paleogeográfico do Cretáceo (~90 Ma)

Ron Blakey · CC BY 3.0 · Cretáceo, ~90 Ma

Durante o Campaniano-Maastrichtiano (~83–72 Ma), Austroposeidon magnificus habitava a Laramídia, a metade ocidental do que hoje é a América do Norte, separada pelo Mar Interior do Oeste (Western Interior Seaway), um mar raso que dividia o continente ao meio. Os continentes estavam em posições muito diferentes das atuais: a Índia viajava em direção à Ásia, a Antártida ainda estava conectada à Austrália, e a América do Sul era uma ilha separada.

Completude estimada 10%

Apenas porções da coluna vertebral foram recuperadas (cervicais posteriores, dorsais e sacral), o suficiente para demonstrar quatro autapomorfias diagnósticas, mas insuficientes para reconstruir proporções corporais precisas. As estimativas de ~25 m de comprimento são derivadas por comparação com titanossauros mais completos.

Encontrado (5)
Inferido (6)
Esqueleto de dinossauro — sauropod
Bandeira et al. 2016, PLOS ONE, CC BY 2.5 CC BY 2.5

Estruturas encontradas

2 vértebras cervicais posteriores (Cv12 e Cv13)1 costela cervical1 vértebra dorsal anterior completa (D1)7 fragmentos de vértebras dorsais médias a posteriores1 fragmento de vértebra sacral

Estruturas inferidas

crâniocintura escapular e membros anteriorespelve completamembros posteriorescaudamaioria das costelas dorsais

15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.

2016

A new giant Titanosauria (Dinosauria: Sauropoda) from the Late Cretaceous Bauru Group, Brazil

Bandeira, K.L.N., Simbras, F.M., Machado, E.B., Campos, D.A., Oliveira, G.R. e Kellner, A.W.A. · PLOS ONE

Descrição original do Austroposeidon magnificus como novo titanossauro gigante (~25 m), grupo-irmão de Lognkosauria. Primeira descrição de um dinossauro brasileiro de porte comparável aos gigantes patagônicos. Tomografias revelam padrão inédito de anéis de crescimento alternando com camelas pneumáticas nas vértebras cervicais.

Vértebra cervical Cv12 do holótipo MCT 1628-R em vistas lateral e anterior, evidenciando as laminações únicas usadas para diagnosticar a espécie.

Vértebra cervical Cv12 do holótipo MCT 1628-R em vistas lateral e anterior, evidenciando as laminações únicas usadas para diagnosticar a espécie.

Cladograma de consenso estrito posicionando o Austroposeidon como grupo-irmão de Lognkosauria, dentro de Lithostrotia.

Cladograma de consenso estrito posicionando o Austroposeidon como grupo-irmão de Lognkosauria, dentro de Lithostrotia.

2016

Internal vertebral structure of Austroposeidon (cervical CT scans)

Bandeira, K.L.N., Simbras, F.M., Machado, E.B., Campos, D.A., Oliveira, G.R. e Kellner, A.W.A. · PLOS ONE

Figura dedicada à estrutura interna reconstruída por tomografia, mostrando a intercalação inédita de camelas pneumáticas com anéis densos de crescimento, interpretada como possível indicador de gigantismo prolongado.

Reconstrução tomográfica da estrutura interna de uma vértebra cervical, revelando anéis de crescimento (em tom escuro) intercalados com camelas (em tom claro).

Reconstrução tomográfica da estrutura interna de uma vértebra cervical, revelando anéis de crescimento (em tom escuro) intercalados com camelas (em tom claro).

2016

Austroposeidon locality map

Bandeira, K.L.N., Simbras, F.M., Machado, E.B., Campos, D.A., Oliveira, G.R. e Kellner, A.W.A. · PLOS ONE

Mapa geológico do Grupo Bauru com a localidade do holótipo na Formação Presidente Prudente, próximo à cidade de Presidente Prudente (SP).

Mapa geológico do Grupo Bauru mostrando a localidade do holótipo MCT 1628-R.

Mapa geológico do Grupo Bauru mostrando a localidade do holótipo MCT 1628-R.

2022

A new nanoid titanosaur (Dinosauria: Sauropoda) from the Upper Cretaceous of Brazil

Navarro, B.A., Ghilardi, A.M., Aureliano, T., Díez Díaz, V., Bandeira, K.L.N. et al. · Ameghiniana

Descrição do Ibirania parva, menor titanossauro conhecido do Brasil. Na reanálise filogenética, o Austroposeidon é recuperado dentro de Lognkosauria, revisando a posição original de 2016 como grupo-irmão.

Mapa das localidades da Bacia Bauru com registros de saurópodes, incluindo o sítio do Austroposeidon em Presidente Prudente.

Mapa das localidades da Bacia Bauru com registros de saurópodes, incluindo o sítio do Austroposeidon em Presidente Prudente.

2005

On a titanosaurid (Dinosauria, Sauropoda) vertebral column from the Bauru Group, Late Cretaceous of Brazil

Campos, D.A., Kellner, A.W.A., Bertini, R.J. e Santucci, R.M. · Arquivos do Museu Nacional

Descrição do Trigonosaurus pricei com base na 'Série B' (MCT 1488-R) de Peirópolis (MG), o mesmo acervo em que o holótipo do Austroposeidon permaneceu guardado por décadas.

Holótipo do Trigonosaurus pricei (MCT 1488-R), vértebras cervicais e dorsais. Ambos os táxons foram coletados por Llewellyn Ivor Price e catalogados no Museu de Ciências da Terra.

Holótipo do Trigonosaurus pricei (MCT 1488-R), vértebras cervicais e dorsais. Ambos os táxons foram coletados por Llewellyn Ivor Price e catalogados no Museu de Ciências da Terra.

2006

On a new titanosaur sauropod from the Bauru Group, Late Cretaceous of Brazil

Kellner, A.W.A., Campos, D.A., Trotta, M.N.F., Azevedo, S.A.K., Craik, M.M.T. e Silva, H.P. · Boletim do Museu Nacional (Geologia)

Descrição de Maxakalisaurus topai (MN 5013-V), titanossauro brasileiro de ~13 m da Formação Adamantina em Minas Gerais, referido a Aeolosaurini. Um dos parentes próximos mais completos do Austroposeidon.

Holótipo do Maxakalisaurus topai (MN 5013-V). Apesar de ser menor que o Austroposeidon, está entre os titanossauros brasileiros mais completos.

Holótipo do Maxakalisaurus topai (MN 5013-V). Apesar de ser menor que o Austroposeidon, está entre os titanossauros brasileiros mais completos.

1999

A new sauropod dinosaur (Titanosauria) from the Late Cretaceous of Brazil

Kellner, A.W.A. e Azevedo, S.A.K. · Proceedings of the Second Gondwanan Dinosaur Symposium, NSM Monographs

Descrição do Gondwanatitan faustoi, titanossauro do estado de São Paulo conhecido por esqueleto parcial. Primeiro titanossauro paulista bem documentado, antecedendo o Austroposeidon na mesma bacia sedimentar.

Comparação de tamanho entre Gondwanatitan e um humano adulto. Titanossauros paulistas como o Gondwanatitan eram bem menores que o Austroposeidon.

Comparação de tamanho entre Gondwanatitan e um humano adulto. Titanossauros paulistas como o Gondwanatitan eram bem menores que o Austroposeidon.

2008

Uberabatitan ribeiroi, a new titanosaur from the Marília Formation (Bauru Group, Upper Cretaceous), Minas Gerais, Brazil

Salgado, L. e Carvalho, I.S. · Palaeontology

Descrição original do Uberabatitan ribeiroi, titanossauro da Formação Marília em Uberaba (MG), Maastrichtiano. Junto com o Austroposeidon, representa o topo tardio da linhagem titanossauriana no Brasil.

Reconstrução em perfil do Uberabatitan ribeiroi, do Triângulo Mineiro. Esses titanossauros maastrichtianos compartilham com o Austroposeidon a adaptação ao clima semiárido do Bauru.

Reconstrução em perfil do Uberabatitan ribeiroi, do Triângulo Mineiro. Esses titanossauros maastrichtianos compartilham com o Austroposeidon a adaptação ao clima semiárido do Bauru.

2005

Description of a titanosaurid caudal series from the Bauru Group, Late Cretaceous of Brazil

Kellner, A.W.A., Campos, D.A. e Trotta, M.N.F. · Arquivos do Museu Nacional

Descrição de Baurutitan britoi (MCT 1490-R), titanossauro conhecido por sacro e caudais de Peirópolis (MG), Formação Serra da Galga/Marília. Comparações anatômicas suportam a distinção do Austroposeidon como táxon separado.

Holótipo de Baurutitan britoi (MCT 1490-R), mostrando caudais e sacro. A comparação com essas vértebras foi usada por Bandeira et al. (2016) para justificar Austroposeidon como novo gênero.

Holótipo de Baurutitan britoi (MCT 1490-R), mostrando caudais e sacro. A comparação com essas vértebras foi usada por Bandeira et al. (2016) para justificar Austroposeidon como novo gênero.

2019

Osteology and systematics of Uberabatitan ribeiroi (Dinosauria; Sauropoda): a Late Cretaceous titanosaur from Minas Gerais, Brazil

Silva Junior, J.C.G., Marinho, T.S., Martinelli, A.G. e Langer, M.C. · Zootaxa

Redescrição osteológica completa do Uberabatitan ribeiroi, oferecendo contexto comparativo para o Austroposeidon e esclarecendo relações entre titanossauros maastrichtianos brasileiros.

Reconstrução em perfil do Trigonosaurus pricei, titanossauro brasileiro próximo em idade ao Austroposeidon. A família Aeolosaurini é onipresente no Grupo Bauru.

Reconstrução em perfil do Trigonosaurus pricei, titanossauro brasileiro próximo em idade ao Austroposeidon. A família Aeolosaurini é onipresente no Grupo Bauru.

2022

New specimens of Baurutitan britoi and a taxonomic reassessment of the titanosaur dinosaur fauna (Sauropoda) from the Serra da Galga Formation (Late Cretaceous) of Brazil

Silva Junior, J.C.G., Martinelli, A.G., Iori, F.V., Marinho, T.S., Hechenleitner, E.M. e Langer, M.C. · PeerJ

Reavaliação da fauna de titanossauros da Formação Serra da Galga (Triângulo Mineiro). Amplia o contexto comparativo para interpretar o Austroposeidon no cenário mais amplo de titanossauros brasileiros campanianos e maastrichtianos.

Mandíbula inferior e dentes referidos ao Maxakalisaurus topai. A arquitetura dentária aeolosaurina contrasta com a ausência de material craniano do Austroposeidon.

Mandíbula inferior e dentes referidos ao Maxakalisaurus topai. A arquitetura dentária aeolosaurina contrasta com a ausência de material craniano do Austroposeidon.

2016

New lower jaw and teeth referred to Maxakalisaurus topai (Titanosauria: Aeolosaurini) and their implications for the phylogeny of titanosaurid sauropods

França, M.A.G., Marsola, J.C.A., Riff, D., Hsiou, A.S. e Langer, M.C. · PeerJ

Novos materiais dentários do Maxakalisaurus e análise filogenética dos aeolosaurinos. Contexto sobre a linhagem à qual o Austroposeidon se aproxima nas análises mais recentes (Navarro et al. 2022).

Material dentário referido ao Maxakalisaurus. A dentição dos titanossauros brasileiros permanece pouco documentada, o que dificulta análises filogenéticas baseadas em crânios.

Material dentário referido ao Maxakalisaurus. A dentição dos titanossauros brasileiros permanece pouco documentada, o que dificulta análises filogenéticas baseadas em crânios.

2000

Revisão estratigráfica da parte oriental da Bacia Bauru (Neocretáceo)

Fernandes, L.A. e Coimbra, A.M. · Revista Brasileira de Geociências

Redefinição estratigráfica da porção oriental da Bacia Bauru, separando a antiga Formação Adamantina em Vale do Rio do Peixe, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. É sob esse novo arcabouço que o holótipo do Austroposeidon é posicionado estratigraficamente.

Mapa da Bacia Bauru com a distribuição das principais localidades portadoras de saurópodes. A Formação Presidente Prudente é de idade campaniana-maastrichtiana.

Mapa da Bacia Bauru com a distribuição das principais localidades portadoras de saurópodes. A Formação Presidente Prudente é de idade campaniana-maastrichtiana.

2023

Sauropod dinosaurs from the Late Cretaceous Bauru Basin: a review and taxonomic update

Nascimento, L.R.S.F., Candeiro, C.R.A., Vidal, L.S., Oliveira, A.M., Dias, L.F.F. e Brusatte, S.L. · Historical Biology

Revisão compreensiva dos saurópodes da Bacia Bauru, integrando Austroposeidon, Trigonosaurus, Baurutitan, Uberabatitan, Gondwanatitan, Maxakalisaurus e Ibirania. Confirma o Austroposeidon como o maior dinossauro brasileiro nominalmente descrito.

Distribuição geográfica dos saurópodes da Bacia Bauru. O Austroposeidon destaca-se pela posição mais ocidental (Presidente Prudente) e pelo porte excepcional.

Distribuição geográfica dos saurópodes da Bacia Bauru. O Austroposeidon destaca-se pela posição mais ocidental (Presidente Prudente) e pelo porte excepcional.

1955

Novos achados de répteis Permianos e Cretáceos no Brasil

Price, L.I. · Anais da Academia Brasileira de Ciências

Nota de Llewellyn Ivor Price sobre novos fósseis cretáceos coletados no interior paulista, entre os quais as vértebras que mais tarde seriam reconhecidas como holótipo do Austroposeidon. Documento histórico do trabalho de campo que originou o espécime.

Mapa publicado por Bandeira et al. (2016) mostrando a localidade próxima a Presidente Prudente onde Price coletou o holótipo em 1953.

Mapa publicado por Bandeira et al. (2016) mostrando a localidade próxima a Presidente Prudente onde Price coletou o holótipo em 1953.

MCT 1628-R (holótipo) — Museu de Ciências da Terra (CPRM/DNPM), Rio de Janeiro, Brasil

Bandeira et al. 2016, PLOS ONE, CC BY 2.5

MCT 1628-R (holótipo)

Museu de Ciências da Terra (CPRM/DNPM), Rio de Janeiro, Brasil

Completude: Vértebras cervicais posteriores, 1 dorsal completa, 7 fragmentos dorsais, 1 fragmento sacral (~10% do esqueleto)
Encontrado em: 1953
Por: Llewellyn Ivor Price

Holótipo coletado por Price nos arredores de Presidente Prudente (SP) ao longo da rodovia Raposo Tavares (BR-374), próximo ao cruzamento com a rodovia Assis Chateaubriand (SP-425). Permaneceu guardado por 63 anos até ser formalmente descrito em 2016. Está em exposição pública no Museu de Ciências da Terra junto com uma reconstituição em tamanho real de membros anteriores.

O Austroposeidon teve uma única, mas marcante, aparição na cultura popular: abre o episódio 'Forests' (S1E5) da série Prehistoric Planet da Apple TV+ em 2022. A cena retrata uma manada do titanossauro alimentando-se e derrubando árvores em uma floresta do Cretáceo Superior sul-americano, narrada por David Attenborough. Fora desta aparição, o animal permanece ausente em filmes, documentários ou jogos, o que é característico dos dinossauros brasileiros, raramente representados na mídia de massa internacional.

Animatrônico do T-rex da franquia Jurassic Park com o Jeep característico da série

Animatrônico em tamanho real do T-rex da franquia Jurassic Park, com o Jeep vermelho icônico da série — Amaury Laporte · CC BY 2.0

2022 📹 Prehistoric Planet (S1E5: Forests) — Jon Favreau (showrunner) e Mike Gunton Wikipedia →
Dinosauria
Saurischia
Sauropoda
Titanosauria
Lithostrotia
Primeiro fóssil
1953
Descobridor
Llewellyn Ivor Price
Descrição formal
2016
Descrito por
Kamila L.N. Bandeira, Felipe M. Simbras, Elaine B. Machado, Diogenes A. Campos, Gustavo R. Oliveira e Alexander W.A. Kellner
Formação
Formação Presidente Prudente (Grupo Bauru, Bacia Bauru)
Região
São Paulo
País
Brasil
📄 Artigo de descrição original

Curiosidade

O holótipo do Austroposeidon ficou guardado por 63 anos no Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro, antes de ser formalmente descrito. Coletado em 1953 por Llewellyn Ivor Price, o material só foi reconhecido como pertencente a uma nova espécie em 2016, quando Bandeira e colegas notaram pela primeira vez um padrão único de camelas pneumáticas intercaladas com anéis densos de crescimento, visível apenas por tomografia computadorizada. Até hoje é o maior dinossauro nomeado do Brasil.